19 de jun. de 2013

ORGULHO FEMININO: O COMPLICADOR DE TUDO

Tenho estudado as mulheres durante anos e anos. Não que elas tenham um manual, mas o comportamento de cada uma em si. Seja namorada, seja amigas, seja colegas, sejam mulheres que ficam vagando pelas redes sociais, sejam mulheres em bares, na rua, etc. Geralmente achamos que o comportamento de uma mulher condiz com o que ela busca, com o que ela quer, com o que ela sonha. Bom, na teoria as coisas funcionam assim, mas na prática… A mulher é conhecida mundialmente por ser o bicho mais bipolar do mundo. Um dia ela está feliz, outro dia ela está triste. Um dia ela é um poço de carinho, no outro dia ela é uma indiferente. Um dia ela quer o seu príncipe encantado, no outro ela quer descer kikando no pau do Mc Catra. Mas que porra é essa? Como que, a maioria das mulheres, tem esse comportamento tão contraditório? Bom, a resposta é uma só: orgulho.
É normal ter orgulho, isso é inerente ao ser humano. O homem é campeão nisso também, exceto pelos sentimentos. Lembro de ter lido uma pesquisa que falava sobre isso. O homem, em toda sua vida, vai falar que comeu muito mais mulheres do que realmente ele comeu. E ah, meninas, o pau do cara também será menor do que ele fala. São coisas que mexem diretamente no ego masculino, a sua capacidade de foder e o tamanho da sua máquina de foder. Por que isso? Pra que mentir tanto? Bom, todo mundo tem uma reputação a zelar, certo? A reputação da mulher gira em cima dos sentimentos.
Vou explicar de uma maneira mais direta:
O homem diz pra seus amigos e pra sociedade que é o maior comedor do mundo.
A mulher diz pras suas amigas que está focando na sua carreira.
O homem diz que tem um pau de 20cm.
A mulher diz que certa atitude do seu namorado não lhe incomoda.
O homem diz que ganha R$10mil de salário.
A mulher diz que não está nem aí pra esse lance de relacionamento.
O homem compra um relógio falsificado e jura pra todos que é original.
A mulher se mostra indiferente a qualquer chateação que alguém lhe tenha feito.
- Mas Atila, como que isso é um complicador?
Bom, quando você era criança, você andava mais com mulheres, certo? Nós, homens, quando éramos crianças, brincávamos sempre com mais homens que mulheres. Assim na adolescência. Assim na fase adulta. As mulheres sempre vão se relacionar mais com mulheres e os homens sempre se relacionarão mais com homens: seja na mesa de bar, seja em festas, seja com a família, seja na academia. Sendo assim, a mulher sabe o que outra mulher gosta, ou o que outra mulher quer, apenas pelo olhar. Já o homem não. O homem cresceu acostumado a ouvir e a falar as coisas de uma maneira bem mais objetiva. O homem não cresceu com outro homem olhando no fundo dos seus olhos, dando um sorriso maroto, uma piscadinha e uma gargalhada no final, como se estivessem tendo um diálogo. O diálogo do homem é um pouco diferente:
- O que você está me olhando, seu pau no cu dos infernos?
- Tô olhando a gostosa da sua mãe, seu corno.
- Ah é? Olha aqui então pra cabeça do meu pau.
- HAHAHAHA… (ambos)
Pronto. Forma direta, nada delicada e completamente objetiva. Quando um homem vai falar algo pra mulher, o que ele falar, é exatamente o que ele quer falar. Se ele fala que não quer ir pra algum lugar, ele realmente não quer ir. Se ele fala que se importa em você sair, ele se importa. Se ele fala que uma certa amizade sua com outro homem lhe incomoda, a amizade lhe incomoda. Se ele fala que te ama, ele… Não, pera… Enfim… O que eu quero dizer é que ele fala o que ele quer. A mulher, não. A mulher cresceu e acostumou a ser mais subjetiva. Ela, geralmente, não diz logo de cara o que ela quer. Ela gosta de dar sinais, dar dicas. Ela quer que o besta do homem entenda o que ela quer. Simples assim. Mas não pra gente. Mulheres, temos pelo na cara. Tenho bolas. Temos uma porrada de hormônios que nos impedem de ter este tipo de inteligência. Se vocês querem ir pra porra de um teatro, digam que querem ir pra porra do teatro. Ao invés disso, elas fazem uma carinha de levemente decepcionada, entorta a boca e diz:
- Ah, tudo bem… Nós vamos em uma próxima oportunidade.
Não, você não quer ir na porra do teatro em uma próxima oportunidade, você quer ir hoje, AGORA! Mas quando você fala isso, na cabeça infame do homem, ele vai realmente achar que não tem problema de vocês ficarem em casa e irem em uma próxima oportunidade, Sabem por quê? PORQUE VOCÊ FALOU QUE NÃO HAVIA PROBLEMA! Mas tem, tem sim e muito.
Por orgulho, a mulher não diz de cara o que quer e pronto. Na cabeça delas o homem é obrigado a decifrar todos os seus gostos e gestos. Elas se recusam a falar o que de fato querem e o que de fato sentem, quando o sentem.
“Era uma vez uma mulher que levou um pé na bunda. Apesar de amar muito o seu ex-namorado, ela está linda, impecável, cheio de vida e pronto pra superar todos os obstáculos da vida.”
MENTIRA! A mulher quando leva um pé na bunda do cara que ela ama, ela fica arrasada. Ela não está feliz, ela não está linda, ela não está impecável. Ela está só a casca.
- Tá Atila, mas você começou falando de orgulho e depois falou de subjetividade feminina…
Isso. Por orgulho, a mulher diz certas coisas, fazem certas coisas que não condizem com a real vontade dela, ou com uma outra vontade prioritária, cabendo ao homem saber o que ela realmente quer, apesar dela se expressar de maneira subjetiva. Repare em uma festa. Quando estiver tocando um funk pornográfico mais filho da puta de podre do mundo, ela vai estar quebrando tudo até o chão. Quando tocar uma musiquinha bonitinha, você vai flagrá-la com o pensamento longe, perdida, com cara de paisagem. Mas rapidinho ela se recupera, coloca a máscara de volta, grita foda-se e se mostra a “periguete master”.
Com o homem é diferente. Você sempre vai saber quando o homem está sofrendo. Ele não está nem aí pra essa merda. Se ele foi burro de ter se envolvido, ele se pune mostrando pra todos que está sofrendo:
- Tô sofrendo, vamos beber que é pra eu esquecer aquela filha da puta.
E foda-se!


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