Em um mundo dominado não por pessoas, mas sim por jogadores, eis
que temos um novo cenário masculino: a evolução prematura do cafajeste.
Mulheres adoram sentar em mesas de bares fazendo aquele famoso Clube da Luluzinha par
se gabarem:
- Lembra daquele gato super fofo e romântico?
Não para de me ligar. Não sei mais o que eu faço… Tão bobinho…
Aí
passamos para a outra amiga que não gosta de ficar para trás:
- Eu também arrumei um cara muito bacana. Mas
convenhamos, ele não tem carro.
- Xiii amiga, isola.
- Xiii amiga, isola.
E por aí
vai, até todas contarem com orgulho que pisam sem remorso em homens que
mereciam ser tratados de maneira diferente. Sabe o que acontecem com isso,
minhas meninas? Aquele cara bacana que você encontrou, vai se transformar. Não
em tapete para ser pisado novamente por outra, mas sim em mais um jogador. Ele
levanta, sacode a poeira, coloca ficha na máquina e entra no jogo. Pronto, mais
uma pessoa estragada. As mulheres tem o péssimo hábito de mascarar uma falsa
vontade de se relacionar. Não sei qual o motivo, mas diria que 90% das mulheres
passam uma imagem de serem pessoas sérias e dispostas a viver um conto de
fadas. MENTIRA! Aí vem um mulher com as mesmas desculpas de sempre:
- Vai se fuder Renatto, eu não vou me entregar
pra qualquer um não.
Ok, mas
quem garante que você não seja uma qualquer pra ele e mesmo assim ele está
querendo tentar? Não, a mulher pisa. Aí vem um cara super educado, carinhoso,
prestativo, romântico… Mas não tem carro. A mulher inventa outras desculpas
clássicas:
- Olha, está muito cedo para nos envolvermos.
Vamos deixar as coisas acontecerem.
E lá vai mais um cara adquirindo um pensamento machista de que a
vida dele agora é comprar um carrão e sair comendo todas que sentarem no banco
de couro dele. Normal. As mulheres não percebem que cada vez que ela sacaneia
um cara legal, ela não está apenas derrubando a estima dele,
mas está criando um monstrinho. Tudo bem. Aí vemos a imagem de um cara
trabalhador, que com muito custo consegue marcar um encontro com aquela gata.
Chegando no lugar, ela percebe que o rapaz está usando só uns trapos velhos.
Ela repara e, para ser mais sutil, começa a elogiar a roupa dos homens que
estão no lugar para ver se o rapaizinho desconfia. Ele desconfia, claro. Volta
pra casa chateado e decidido a vender o que tiver pra comprar roupas caríssimas
para ver se essa imagem acerca dele muda. É uma pressão psicológica tão grande
que o homem acaba entrando no jogo.
Logicamente,
esta não é o único motivo de ter tantos canalhas no mundo. Há homens que já
nascem predispostos a sacanear mulheres. Outros aprendem com os pais,
professores natos. Outros, aprendem com a vida. E por aí vai. Mas geralmente, a
pior escola, chama-se “ex-namorada”. Acreditem, mulheres. Quando vocês aprontam
com o seu namorado, não pense que outras o farão. Não. É como se o namoro fosse
uma doença que ao final dela, ele se sente totalmente imunizado. Nasce então, o
guerreiro machista. Por isso, meninas, não reclamem. Se vocês forem sacaneadas
por algum cafajeste, saiba que ele talvez tenha sido o cara que alguma mulher
cansou de pisar.
- Mas o que que eu tenho com isso? Foi ela
quem pisou, e não eu.
Claro,
concordo. Mas em um mundo onde há jogadores, quem vai arriscar alguma coisa? O
medo tomou conta das pessoas. A síndrome do “Sou Foda” contaminou a todos. Vejo
em baladas, ao tocar uma música com uma letra de impacto, todo mundo estufando
o peito, levantando copos de variadas bebidas, fazendo cara de “fuck yea”
querendo mostrar pra todos que ninguém pode com ele ou com ela. Máscara. O
acessório mais usado hoje em dia: máscara. Todo mundo quer viver aquele romance
“avassalador”, mas para isso bancam os intocáveis, os prepotentes e os
auto-suficientes. Contraditório, não? Pisem, passem por cima, batam no peito e
mandam se foderem. Veremos onde toda essa palhaçada um dia vai dar.

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